domingo, 28 de outubro de 2012

Cap.4 - Caçada


Capitulo 4 – Caçada

-Bom eu só sei que ela, virou um demônio como você... – disse ele dando uma pausa, por causa das lembranças. – E pra ela descansar em paz ela tinha que todos os anos matar uma criança, na noite de ano novo, mas tinha que ser uma criança pura e bondosa...
-E por azar, fui eu?
-Exato, e ...
-Já chega! Estou entediado! – disse saindo da minha poltrona.
-Espera, eu não terminei Meath!
-Então termine logo, e saia, antes que me encha a paciência!
-Encontre o livro! – disse ele por fim.
-Hum! – resmunguei.
-E mais uma coisa, em breve, a casa terá moradores novos! E você terá que dividir a casa com eles! E cuido para não cometer absurdos.
Com o rosto neutro como sempre, desviei o olhar, e o deixei na sala, subi as escadas e fui para onde era meu antigo quarto, e o observei sair da casa e caminhar pela estrada.
Ludy tinha razão, em pouco tempo, a casa já seria vendida à outro morador e eu oque faria?
...
...
Deixei as horas passar, passar e passar, até o dia seguinte amanhecer, eu estava com fome e uma sede insaciável, eu não queria sair aquele horário, minha retina era queimada a luz do sol, por calça da claridade.
Mas não tive escolha, sai do meu antigo quarto e fui para o corredor, ainda a engatinhar, pelas paredes, saltei do segundo andar até o chão do primeiro, em frente a porta, onde a abri com cuidado.
Sol, a quanto tempo, minha pele refletia a luz de tão clara, meus olhos eram levemente queimados, mas mesmo assim continuei minha caça.
Dei algumas voltas no jardim, para decidi por qual caminho iria, e depois de observar, decidi experimentar algo novo, inclinei o corpo, dei impulso e segui floresta a dentro.
As arvores passavam por mim como um flash, tudo viraria um borrão verde se eu fosse um mero humano, mas não, eu não era, e via tudo com perfeita  clareza a cada arvore, calho e arbusto.
Meus pês eram tão rápidos que mal tocavam o chão, eu atravessava a floresta como um raio e não deixava rastro algum da minha presença, nem meu cheiro era possível capitar.
E a certo ponto da mata, um cervo cruza em minha frente, era minha chance!
O agarrei em um abraço, e o esmaguei deixando-o imóvel, demos algumas piruetas no ar até eu cair de pé no chão, com o animal nos braços o joguei no chão e depois o matei, quebrando seu pescoço, e depois me aproveitei de seu corpo comendo seus órgãos e o deixando praticamente sem sangue algum.
Seu sangue era saboroso, melhor do que humanos, e sua carne também, mas nem de longe eu estava satisfeito, então segui em frente, floresta a dentro.
Até ouvir algum barulho da estrada, automaticamente parei, e fui em direção a ele, pelo cheiro pode identificar que era um humano, e ao me aproximar vi que era uma senhora quase no fim da vida, então mata-la um pouco antes não faria diferença.
Sai de entre a mata e fui em sua direção, fui caminhando até ela com a cara mais inexpressiva do que os meus movimentos.
-Oi meu garotinho! – disse ela sorrindo. – Oque faz aqui? Quer um doce?
-Não! – disse com uma voz grave e rosnada.
Saltei em  cima dela, a derrubando no chão, ela deu um leve grito, mas logo foi morta com uma mordida no pescoço, depois abri seu corpo com as mãos, mas ela não era nem um pouco apetitosa.
-Que nojo! – reclamei.
Ela estava toda podre e com os órgãos em atestado de óbito já, então peguei o corpo e o joguei no mato, alguns órgãos caíram dele, por causa da abertura que havia feito.
Nesse momento um garoto de bicicleta surgiu na estrada, e começou a correr com o veiculo nem um pouco rápido o bastante, em questão de segundos eu estava 10 metros a sua frente, e ele me procurava atrás dele, até se deparar comigo.
-No local errado, na hora errada! – disse para ele, sorrindo maliciosamente. – Mas que pena, não?
Peguei o garoto e taquei no chão e amassei toda sua bicicleta.
Ele devia ter mais ou menos uns 12 ou 13 anos, até que tinha um corpo bonito, atlético, mas aquilo pouco me importava, abri seu corpo com ele ainda vivo e fui o comendo, até que morresse aos berros de dor, por estar sendo comido, seus órgãos eram muito gostosos, saudáveis!
Depois de dilacerar o corpo do pobre garoto, joguei o resto no mato, para os animais de plantão, e segui em minha caçada.
A alguns metros dali, matei mãe e filha que colhiam flores no campo, e com certeza as duas eram bem saborosas, principalmente a filha.
Depois de comer e saciar minha fome, ainda sentia necessidade de matar e degustar mais corpos, mas não queria, quis simplesmente voltar para casa e me confortar em um canto qualquer.
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Capitulo 5 – Intrusos
Os observava, com sede de morte...
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