quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Cap.2 – Próximas Folhas



Capitulo 2 Proximas Folhas     

O sinal tocou me fazendo, acordar do transe que eu avia me metido, ao me entrosar com a história, os alunos da tarde começaram a entrar na escola, fechei o caderno e o coloquei no chão, peguei minha mochila e sai, e quando olhei para trás o diário havia sumido.
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No dia seguinte, após sair da biblioteca, vi o Diário novamente no chão e o peguei para ler, mas dessa vez as histórias foram menos pesadas, as páginas seguintes se resumia mais ao pai dela.
“Depois que mamãe morreu, eu fiquei sem ninguém, e a única pessoa que me deu apoio na infância foi Beth a minha baba que passava 2 dias da semana comigo.
“Era tão bom passar esses dois dias com Beth, ela era muito gentil e cuidava de mim, como minha mãe fazia, ela fazia penteados diferentes no cabelo, me ensinava como ser uma dama e de como cavalheiros deviam me tratar, passávamos horas conversando ou trocando roupas de bonecas e fazendo histórias aleatórias com elas, e antes de sair Beth lia livros para mim, oque era péssimo pois eu sabia que no dia seguinte ela não estaria ali.
“Muitos dizem que a melhor faze da vida é a infância, mas eu descordo, pois como crianças, não temos voz, é impossível um adulto dar valor a uma ideia de uma criança ou aceitar sua opinião. E na infância eles podem fazer oque desejar com agente.
“Meu pai era um dos adultos, pelo qual eu tinha mais nojo e desgosto, depois de matar minha mãe ele me obrigou a ir no enterro dela e enquanto todos choravam, eu fitava o caixão sendo coberto por terra, estava tão assustada que nem consegui chorar, e para aumentar meu desespero veio meu pai a cochichar no meu ouvido:
-Você que ousa me desobedecer que o seu final será o mesmo.
“Fiquei um bom tempo sem falar com ele e mesmo assim tinha que velo todos os dias, e ao invés de sempre ser recebida com carinhos e conforto, eu era sempre recebida com tapas e broncas.
“Todos os dias eu estava de castigo, não importasse o motivo, e um dos dias em que fiquei de castigo, foi por ter rido brincando, na frente do meu pai lendo o seu jornal. Eu estava muito assustada, porque aquele não era meu pai, não podia ser.
“Dias depois meu pai saiu em uma viajem e eu mais que comemorei, fiz um grande natal dentro de mim e explodi de felicidade, ele demoraria uma semana pra voltar, e eu não podia perder essa chance de aproveitar, os tempos de paz.
“Todos em casa estavam mais tranquilos com a saída do meu pai, o clima era festivo, e mais sorrisos eram visto nos rostos dos empregados, e eles sorriam pra mim toda vez que eu passava, como se minha felicidade fosse importante para eles.
“As vezes eu pegava todos os empregados e fazia uma roda pra brincarmos, ou então pedia para colocar um filme pra vermos juntos.
“Alguns dias antes da volta do meu pai, eu fui brincar em seu escritório de esconde-esconde, com os empregados, e quando me escondi deixei o caderno dele cair e de dentro caíram vários papeis e fotos.
“E como eu me arrependi de ter visto aquelas fotos, mesmo que sem querer. Lá estavam fotos de fotos de pessoas mortas, em decomposição, esfoladas, maltratadas, baleadas, outras sendo açoitadas e algumas com corpos carbonizados.
“Assustada fiquei imóvel, quando fui apanhada por uma das cozinheiras e levada pro quarto com cuidado, ela acariciava minha cabeça, e ficou comigo até que eu adormece-se.
“Quando meu pai voltou, ele veio com uma desgraça maior ainda, para aterrorizar minha vida, Srtª. Rose, sua nova mulher.”
Fechei o diário e fui para casa, antes que o sinal tocasse e ao deixa-lo no chão, não demorou muito e ele desapareceu, em instantes.
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Capitulo 3 – Srtª. Rose
O demônio e o pesadelo de qualquer pessoa, principalmente crianças.
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