sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Cap.2 – 1979 (parte 2)



Capitulo 2 – 1979 (parte 2)

-Esse ano essa maldição que me prende tem que acabar!
Lanny me agarrou na cama e me amarou os pés e as mãos, eu gritava e ela se divertia, ela fez desenhos no chão com seu próprio sangue, e acendeu velas brancas em formato de um circulo em volta da cama.
Ela então tirou um livro preto e dourado do meio do vestido, e começou a recitar um texto e então a casa voltou as suas manifestações como antes, e dessa vez ela me atingiu, eu me contorcia de dor e ardia como fogo.
E assim que ela terminou de ler seu texto, em códigos, de entre o vestido tirou um punhal e me esfaqueou até a morte.
...
...
Quando Acordei estava confuso, a casa estava escura e lá fora a noite estava mais negra do que antes, mas dessa vez eu estava sem medo.
Me sentei na cama, olhei em volta, o chão estava sem nenhum vestígio do ritual a cama não estava mais com manchas de sangue, tudo estava calmo, Lanny não estava mais lá.
Me levantei e caminhei até a janela, olhei lá fora e a festa ainda continuava na cidade, mas dessa vez não estampei nenhum sorriso rosto, meu coração não batia, caminhei para o banheiro.
Ao sair no corredor vi a casa vazia, nossas coisas de família havia sumido, assim como minhas coisas no quarto, coisas pessoais, nada mais estava lá, somente a mobilha velha que era da casa.
No banheiro tentei ligar a luz mas a energia fora cortada, mas também nem foi necessário eu conseguia enxergar perfeitamente no escuro.
Me olhei no espelho, eu estavam ais pálido do que de costume, minha roupa estava rasgada e manchada com meu sangue, e através dos cortes na camisa dava para ver os ferimentos que o punhal havia calçado, mas agora estavam cicatrizados, apenas marcados, e pelo meu corpo se via símbolos, dos quais nunca havia visto.
Eu estava com sede e fome, mas sabia que comida e agua não me sustentaria.
Desci as escadas, o cadáver ensanguentado do meu pai, já havia sumido, era como se naquela casa, nunca alguém houve-se morado, e então abri a porta da frente e dei de cara com a fonte, desligada.
A noite era escura como uma tinta preta e a Lua não era nem de perto suficiente para iluminar seja lá oque fosse,  mas eu conseguia visualizar tudo com clareza e escuridão não me dava mais medo, até me reconfortava.
Era estranho meu novo jeito.
Com os pês descalços, fui andando até a cidade, caminhava lentamente, pois não tinha presa e não queria correr sem necessidade. Mas meu caminhar era rápido que em questão de minutos estava na entrada do centro da cidade.
Perto da entrada havia garotos brincando, pelo que parecia de bola.
Me aproximei deles, agora realmente andando, como um humano.
Meu rosto não esboçava nada, estava mais neutro que uma folha de sulfite nova. Parei a uma certa distancia e os observei.
Os três garotos tinham aparentemente entre 7 à 9 anos, como eu, mas só um deles era alto, todos usavam roupas brancas por causa do ano novo, e todos estampavam sorrisos nos rostos, cabelos cumpridos e peles claras, eu poderia dizer que eles eram irmãos gêmeos, ainda mais os dois mais baixos.
-Ei, garoto, quer brincar? – perguntou o mais alto para mim.
Fiz que sim com a cabeça e ele fez um sinal com a mão para que eu me aproximasse, eu dei meus lentos passos humanos, e ainda com a cara imersa na monotonia, me aproximei deles.
Fizemos uma roda e um chutava a bola para o outro, os dois menores com receio de mim, nem me encaravam e apenas me ignoravam, mas ao passarem a bola para o mais velho, que me deu um sorriso e me passou a bola.
A bola veio rápido e antes de chegar aos meus pês a parei, e eles me olharam curiosos, e então eu dei um passo e simplesmente toquei a bola com o pé e ela desapareceu no horizonte.
Os três me olhavam paralisados, e só então e eu sorri, com um sorriso de um assassino se divertindo com a vitima, ou um sorriso de um caçador ao prende sua caça.
Eu rapidamente apaguei os três com um só golpe, e logo os cadáveres caíram no chão para eu os aproveitasse e os apreciasse. Devorei sem dó os seus corpos, comendo seus órgãos e os despedaçando-os e para matar a sede drenei todo o sangue dos três.
Depois descartei o resto, e os deixei jogados no chão.
Cansado da minha roupa totalmente destruída, peguei a roupa de um dos meninos menores, que estava menos danificada.
Só então voltei para a estrada à caminho da minha casa.
Minha fome e sede estava saciada, e eu estava completamente satisfeito.
Agora eu entendia oque Ludy queria dizer.
“-A cada ano que se inicia é mais um banho de sangue!”
...
...
Capitulo 3 - Morada

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