quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Cap. 7 - O jogo



Capitulo 7 – O jogo

E agora, quem faltava? O outro casal feliz? Não!
Andei silenciosamente e lentamente pelo corredor, como anteriormente, e entrei no quarto, sem querer me esconder.
Os dois estavam deitados, um virado para cada lado, e tentavam dormir, sem muito sucesso. Casal perfeito não?
Estava com preguiça de fazer alguma cerimonia ou diversão, então os matei rapidamente, mal houve gritos.
Depois desci para a sala e fiquei na imersão, sempre inexpressivo e fitando o chão!
As horas passavam, e o tédio se acumulava, e oque eu poderia fazer? Permaneci lá por mais algumas horas, e depois fui caminhar pela casa.
Já estava amanhecendo, e o sol já se infiltrava na casa, e não me surpreendi com o que vi. Os objetos pessoas deles haviam sumido, como os de minha família, e os corpos não existiam mais e as machas de sangue ainda se recolhiam até sumirem sem deixar marca alguma.
E como eu havia imaginado, aquela casa tinha mais conexão com o sobrenatural do que eu mesmo.
...
Messes se passaram e eu fiquei na casa sem nada a fazer, sem nada comer, apenas na imersão dos pensamentos.
Eu era um tipo de demônio calma, adestrado, não desejava matança, tinha preguiça de matar diversas pessoas por dia, então matava o suficiente para saciar minha vontade.
E oque eu estava percebendo era que com o tempo que ficava sem me alimentar eu continuava a envelhecer, ou veja eu era mais fraco, me tornava mais humano.
Mas deixa isso de lado e me concentrava em não fazer nada.
As vezes eu andava pela casa, revendo cada canto, quebrava-a por inteiro só para ver ela se consertar novamente, não importava oque eu fizesse aquela casa sempre voltaria a ser como era.
Em um dos dias de tédio, peguei um fosforo e fui para a cozinha, e a explodi, e depois vi, os pedaços da casa voltando para o seu lugar de origem, era tudo como se o modo reverso, estivesse ligado, e enquanto ela se reconstituía, eu simplesmente a observava.
As vezes passar dias e dias sozinhos era ruim, para alguém carente de sentimento, e jogado na solidão, eu acho que era por isso que os demônios sempre devoram pessoas, uma atrás da outra, para não se sentirem sozinhos como eu, é pelo que parece, demônios também são frágeis.
Em alguns dias de solidão, eu saia de casa e ia floresta a dentro, olhava os pássaros, ou qualquer outro animal que me chamasse a atenção, mas depois voltava para casa.
E foi oque eu fiz durante esses meses, até chegar a diversão.
...
Estava anoitecendo, era por volta das 5 horas da tarde, quando um grupo de jovens, vieram para uma visita!
Eram 5 meninos e 3 meninas, um grupo até que bonito, eu os observava as escondidas sem intervir em nada, afinal eu queria me divertir um pouco!
Eles andaram um pouco pela casa, exploraram o lugar, até acharem um lugar legal, e então o tabuleiro foi posto ao chão com um copo em cima dele.
-Tem certeza gente? – disse a morena
-Vamos Grasi! É só uma brincadeira! – respondeu um garoto loiro de olhos azuis.
-Eu sei que é só uma brincadeira Gabriel, mas mesmo assim eu...
-A para de frescura garota e vamos logo, se num quiser participar fique de fora! – disse um dos meninos morenos.
-Vamos, estou ansiosa! – disse a garota ruiva, já sentada no chão.
Todos sentaram, formando um circulo, e eles então começaram.
Velas foram acessas e eles deram todos as mãos e um garoto conduzia o grupo, e recitava alguma baboseira, como se fosse um ritual.
-Nunca tirem a mão do copo! –disse o garoto.
-Porque? – perguntou a outra garota.
-Para não quebram o circulo, caso algo der errado.
Então todos ergueram os braços apoiando os dedos em cima do copo de vidro.
-Tem alguém ai? – o garoto perguntou.
Agora era a hora da minha diversão.
...
...
Capitulo 8 -  Movimentos
Fiz ele se arrastar, com um ranger ...
...

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