terça-feira, 30 de outubro de 2012

Cap. 7 – Leis e Leis



Capitulo 7 Leis e Leis

-Eu sou judia!
-E porque isso é um pecado?
-É oque eles dizem, que somos pecadores, e devemos pagar com a morte, para podermos ser pessoas melhores!
-Quem diz isso? – perguntei pasma.
-O nazismo!
-Desculpa, mas não posso aceitar essa ideia! Ela é tão doentia e anormal. E afinal quem é capaz de julgar alguém?
“Michelle olhou pra mim com olhos arregalados e me encarou.
-Mas essa é a lei!
-Mas eu não sou obrigada a segui-la, nem concordar com isso.
“Chelle sorriu pra mim e o devolvi, com um olhar contagiante. Ela pegou em minha mão e me levou do abrigo a fora.
-Venha, vou lhe falar como as coisas funcionam.
...
...
“Eu e ela saímos do abrigo e fomos para o grande espaço devastado a frente, ela andava delicadamente e pausadamente, e olhava para todos os lados, vendo se alguém a visse cometer algum “crime”.
“Lá comida e bebida era algo totalmente escasso, e oque era os maiores dos sofrimentos para os prisioneiros.
“Ondamos, mais um pouco, até chegar a um portão grande de metal, verde, que foi aberto e diversas pessoas entraram, os soldados a cercavam e as isolavam.
-Ah não!! – disse Chelle recuando alguns passos.
-Oque foi? – perguntei.
-De novo!
-Oque?
-A seleção, você não vai querer ver isso! – ela me puxou para trás, mas eu recusei.
-Não! Eu verei! – retruquei. – Seleção do que?
-De prisioneiros! Aqui eles separam os uteis e os inutilizáveis, os com saúde e os doentes, os jovens e os velhos, e somem com os que não são selecionados a nada.
-Somem?
-Sim, eles nunca mais são vistos!
“Eu olhava toda a cena atenta e ela se escondia atrás de mim, e então a seleção se iniciou!
“Crianças eram tiradas dos colos dos familiares e levadas, cada um para seu respectivo grupo, e outras eram simplesmente descartadas como os não selecionados. Eu ouvia o berro e o chora das crianças, e sentia a dor da agressividade que sofriam. Os soldados os direcionavam com bastões e aquele que saísse da direção era levado ao rumo novamente, com uma simples pancada de bastão.
“E logo foram mulheres, sem o mínimo de respeito, eram apalpadas, para ver suas condições físicas, mas a dor nelas eram um pouco menos expressivas, umas se debatiam, outras já se calavam e aceitavam tudo.
“Os homens eram deixados por último, mas eles não eram nem de longe os mais fortes, como sempre ditos, os mais fiéis rezaram aos prantos e os outro simplesmente choravam e os que ainda tinham familiares tentavam se consolar um ao outro.
“A seleção era demorada e bem cruel, tratavam eles como animais, nem animais, como se fossem lixo.
“E por ultimo restou o grupo dos “inúteis” que não estavam servindo para nada, pelo ponto de vista deles, e então eram levados junto aos corpos que não aguentaram a viajem. E logo liguei os fatos:
{-Estão cavando a própria cova! – disse ela sorrindo.
-Como? – perguntei pasma.
-Eles cavam a própria cova para serem enterrados, e quem não tem coragem de fazer isso, são simplesmente exterminados!
-Como assim? – perguntei mais pasma que antes.
-Exterminamos todos que não mais úteis, pela câmara de gás, depois cremamos os corpos.}
“Abaixei a cabeça e Chelle me puxou,  para voltarmos ao dormitório
-Vamos! – disse ela.
-Oque tem que ser feito para ser preso aqui?
-Qualquer coisa que Hitler não goste.
Tudo ali me enojava... Absolutamente tudo!
...
...
Capitulo 8 – Bordel
Me analisavam, analisavam...
...

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