sábado, 27 de outubro de 2012

Cap. 3 - Morada


Capitulo 3 - Morada

Eu rapidamente apaguei os três com um só golpe, e logo os cadáveres caíram no chão para eu os aproveitasse e os apreciasse. Devorei sem dó os seus corpos, comendo seus órgãos e os despedaçando-os e para matar a sede drenei todo o sangue dos três.
Depois descartei o resto, e os deixei jogados no chão.
Cansado da minha roupa totalmente destruída, peguei a roupa de um dos meninos menores, que estava menos danificada.
Só então voltei para a estrada à caminho da minha casa.
Minha fome e sede estava saciada, e eu estava completamente satisfeito.
Agora eu entendia oque Ludy queria dizer.
“-A cada ano que se inicia é mais um banho de sangue!”
...
...
Ao chegar em casa, simplesmente me ajeitei em qualquer canto, sem fazer absolutamente nada, apenas sentado, com a mente vazia, rosto inexpressivo e sem sono algum.
Eu tinha uma certa necessidade em ficar sem fazer nada e assim fui durante alguns messes, paralisado só a fitar o chão. Mas para minha surpresa em maio tive uma visita de Ludy.
-Meath! – chamou ele ao entrar, pela porta da frente. – Sou eu o Ludy, o seu quase visinho!
Me arrastei lentamente, sem fazer o mínimo barulho, sai do quarto em que estava e voei pelo corredor parando na frente da escada, ele estava de costas e não conseguiu me ver, sem demora me prendi do teto e fui engatinhando, só o observando.
-Meath! Eu sei que está aqui, eu quero falar com você! – ele se virou para a escada para me chamar novamente.
Era minha chance, pulei do teto e fiquei em pé, por trás dele, sem fazer o mínimo ruído, e com o pensamento fechei as portas que por trás de mim estavam.
-Meath! – chamou ele novamente.
-Oque você tem para falar comigo? – perguntei.
Ele se assustou e se virou para mim.
-Ah, ai está você! Que susto! – disse ele sorrindo.
-E então, oque quer?
-Vim lhe explicar algumas coisas! – começou ele.
-Agora?
-Eu sei, que demorei, mas estava com vergonha de vir ...
-Enfim, me diga!
Eu disparei para sala sem ele conseguir ver, e por alguns momentos ele ficou me procurando.
-Estou aqui! – falei para ele.
Então ele se sentou ao sofá do lado da poltrona onde eu estava empoleirado.
-Pelo que você já deve ter percebido, você não é mais completamente humano!
- E oque sou?
-Um semi demônio, metade humano e metade demônio.
-Hum!
-Bom eu não sei muito, sobre isso, mas oque sei acho que será o suficiente para te ajudar.
-E oque você sabe?
-Lanny, era minha esposa, e quando tínhamos acabado de nos casar, ela queria um filho, mas ela não podia ter um então começou a recorrer a qualquer outros meios possíveis. Até que ela achou livro de rituais satânicos e tentou fazer seu próprio filho.
-Hum! – resmunguei entediado.
-Bom eu só sei que ela, virou um demônio como você... – disse ele dando uma pausa, por causa das lembranças. – E pra ela descansar em paz ela tinha que todos os anos matar uma criança, na noite de ano novo, mas tinha que ser uma criança pura e bondosa...
-E por azar, fui eu?
-Exato, e ...
-Já chega! Estou entediado! – disse saindo da minha poltrona.
-Espera, eu não terminei Meath!
-Então termine logo, e saia, antes que me encha a paciência!
-Encontre o livro! – disse ele por fim.
-Hum! – resmunguei.
-E mais uma coisa, em breve, a casa terá moradores novos! E você terá que dividir a casa com eles! E cuido para não cometer absurdos.
Com o rosto neutro como sempre, desviei o olhar, e o deixei na sala, subi as escadas e fui para onde era meu antigo quarto, e o observei sair da casa e caminhar pela estrada.
Ludy tinha razão, em pouco tempo, a casa já seria vendida à outro morador e eu oque faria?
...
...
Capitulo 4 – Caçada
Sol, a quanto tempo...
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