sábado, 27 de outubro de 2012

Cap. 3 – Acidentes.



Capitulo 3 – Acidentes.

-Não! – falei saindo de cima dela. – Antes me explica!
-Quer saber, chega! – ela falou saindo da cama.
-Luna, você está muito diferente!
-Eu queria que você me ajuda-se! – afirmou ela.
-Eu não te reconheço mais! Do que você está falando?
-Uma hora você vai entender!
Ela saiu do quarto só com roupas intimas e desceu as escadas.
-Luna! – chamei.
Desci atrás dela, mas lá embaixo estava tudo normal, com as luzes apagadas e sem ninguém, Luna não estava mais lá.
...
...
Depois disso ficamos sem nos falar, e na semana seguinte eu só a via na escola, mas nem conversava com ela.
Luna agora andava com Rachel, a capitam das lideres de torcida, e que sempre a desapressava.
Ela estava tão diferente que era capaz de chegar a esse ponto? De andar com a garota, que ela mal conseguia olhar na cara?
...
E naquela mesma semana, Rachel sofreu um acidente de carro com a família, e na noite que ocorreu o acidente eu fui na casa da Luna.
Apertava  campainha e chamava, mas ninguém respondia.
-Luna! – chamei, mas não houve respostas, apesar de que as luzes estavam acessas.
Então decidi entrar, e fui pelos fundos, pulei o muro e entrei, a casa estava toda bagunçada e fedida, entrei devagar e com cuidado, não ouvia nenhum barulho.
Subi as escadas e fui direto para o quarto de Luna, onde ela estava sentada na cama, fitando a janela, imóvel como uma pedra.
-Luna? – chamei.
-Entra Renan! – falou ela, com a voz fraca.
-Você está bem? – perguntei.
-Não! – afirmou ela.
-Porque?
Ela se levantou lentamente da cama e foi andando em minha direção, no chão caiam gotas de sangue, e ela estava toda suja e ensanguentada, e com o cabelo totalmente bagunçado. Estava assustado com o estado dela, mas consegui abrir a boca.
-Oque aconteceu? – perguntei com a voz falha.
-Eu acabei ... – ela deu uma pausa. – Eu acabei de matar a família da Rachel!
-Oque? – perguntei aterrorizado.
-Eu estava com eles, agente ia passar o fim de semana na casa de campo deles, mas no caminho ... – ela pausou e riu. – Eu matei eles. – agora ela sorria. – Esfaqueie eles, depois joguei o carro morro a baixo e o explodi.
Ela ria do que havia feito e eu a olhava com medo e assustado.
-Mas porque, como assim? – comecei a interroga-la. – Porque? Você mata pessoas agora? Mas como você ... Aah!! -  reclamei por causa do cheiro. – Mas que cheiro é esse?
-Eu preciso que você me ajude! – pediu ela.
-Como? – perguntei debochadamente. – E porque eu faria isso? Você ...
-Por favor! Você é meu único amigo e o único que vai me ajudar!
-Não eu não vou!
-Vem comigo!
Ela me pegou pelo braço, e me levou até o outro quarto, e ao abrir a porta veio um cheiro horrível, e assim que entramos vejo os pais dela mortos a facadas.
-Você matou seus pais? – não sei porque mas eu não estava tão surpreso.
-Faz três dias! E eu preciso tira-los daqui!
-E você quer que eu lhe ajude?
-É!
-Você está louca! Vou chamar um medico pra cuidar de você! – tentei sair, mas ela mesegurou.
-Não seja idiota e me ajuda a levar os corpos pra algum lugar!
-E pra onde pretende leva-los?
-Para a floresta, lá os animais comeram os corpos.
-Tá! – respondi contra a minha vontade – Mas será a ultima vez que lhe ajudo.
Levamos os corpos para o carro, e eu assumi o volante.
-Depois eu quero uma explicação, disso tudo. – impus.
-Pode deixar! – concordou ela sorrindo.
Quando chegamos na floresta levamos os corpos até o meio da mata, um lugar bem afastado da estrada.
-Não sei, porque, mas estou me acostumando com a ideia de você matar pessoas.  
Ela riu, e segurou minha mão.
-Eu sabia que podia contar como você!
Voltamos para a casa dela e sentamos na sua cama, e ela se apoiou em mim.
-Sua casa está fedendo ainda! – reclamei.
-É, eu sei!
-Temos que  dar um jeito nisso!
- Temos? – perguntou ela sorrindo. – Você não disse que não me ajudaria, ou mudou de ideia?
-Eu me confundi! – retruquei. – Você vai dar um jeito nisso! – me corrigi. – Bom eu vou pra casa!
-Não! – disse ela me segurando.
-Eu estou cansado, vou ir pra casa e descansar.
-Não! Fica comigo! – pediu ela. – Pelo menos essa noite, depois de manha você vai.
-Eu não sei Luna, melhor não!
-Relaxa, eu não vou te matar! Você não!
-Eu sei, mas ...
-Fica!
...
...
Capitulo 4 – Amigos
-É tão bom ...
...

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