quinta-feira, 12 de julho de 2012

Cap.1 - Sonhos




Capitulo 1 – Sonhos

“Ela me chamava, mas não conseguia me mover, algo me prendia, acho que era o pânico que se alastrava por todo meu corpo, meu coração disparava a cada grito dela.
E com certeza eu estava assustado com tudo aquilo, e com medo!
Os garotos a pegaram com força, e injetaram drogas em sua veia para que ela parasse de gritar, e eles começaram a me ameaçar:
-Se não fizer, diga adeus a ela!
Meus olhos se regalaram, um revolver foi direcionado a minha cabeça, e me forçaram a fazer a única coisa que nunca sonhei e sempre tive nojo e repulsa até em pensar naquilo.
Lagrimas escoriam pelos meus olhos, enquanto me forçavam com um revolver apontado para mim. Eu queria fugir, mas se fugisse a perderia para sempre, a abracei com força dei um beijo em sua testa, e mesmo com a voz de choro sussurrei ao seu ouvido:
-Por favor, me perdoa! Pelo amor de Deus me perdoe!”
Acordei assustado com o meu sonho, Tayler ao ouvir meu grito correu para me ver:
-Está tudo bem cara? – perguntou ele assustado.
-Aham. – coloquei a mão na cabeça, respirei um pouco, quando tranquilizei continuei. – Só o mesmo sonho de sempre!
Me levantei da cama ainda um pouco sem rumo, por causa do choque do sonho, segui até a cozinha, peguei  um café e sentei na bancada da cozinha e fitei o nada, buscando algo:
-Bernardo isso tem que parar! – aconselhou Tayler ao entrar na cozinha, vestindo uma camiseta.
-E você acha que já não tentei? – retruquei.
-Talvez se você saísse para se distrair um pouco, não ficaria tão ... Assim.
-Já disse que não quero sair!
-Tá, tá, faça oque quiser, mas eu já te avisei! – disse ele cansado de discutir aquele assunto comigo. – Agora vá vestir uma roupa antes que fique doente, hoje está muito frio para ficar só de cueca.
-Uhum já vou.
Tayler pegou uma xicara de café também e se sentou na sala, pegou qualquer coisa que viu na frente para ler.
Assim que terminei com meu café, desci da bancada e fui para o quarto colocar uma camiseta pelo menos, ele tinha razão a manha estava fria.
Tayler, era como um pai pra mim dividimos o apartamento já faz uns 6 anos, ele era muito atencioso comigo, pois sabia que já tinha passado por muita coisa, mas ultimamente ele estava de saco cheio de aturar essas minhas crises, também não era pra menos.
Fiquei deitado na minha cama enquanto olhava o teto, onde eu havia feito um desenho de nuvens e alguns pássaros voando, mesmo que um pouco  distraído, fui capaz de ouvir a chegada da Brena, que cumprimentou Tayler:
-Oi Tay!
-Bom dia, Bebe!
-Cadê o Bernardo?  - perguntou ela ao ver que não estava na sala.
-No quarto dele! Provavelmente deitado na cama  olhado as nuvens do teto! – era incrível como ele me conhecia.
-Mas porque ainda está no quarto? – perguntou ela como se já soubesse a resposta.
-Pelo mesmo motivo de sempre! – afirmou Tayler com um tom de desanimo e monotonia. –Aquele sonho dele!
-Nossa ainda?
-Aham.
-Também, aquilo foi um trauma muito forte para ele!
-Ai mas sabe eu já estou cansado disso, quase todos as noites eu tenho que acordar ele, porque ele está aos berros! E eu me canso de tentar ajuda-lo, mas ele nunca deixa, e eu fico desolado por não conseguir aliviar ele disso tudo! – desabafou Tayler que começou a falhar a voz, com vontade de chorar.
-Tay! De um tempo pra ele !
-Mas já se passaram 5 anos! –disse ele com voz de choro.
-Ele perdeu a única pessoa que tinha, não é fácil assim superar.
-Eu só queria de volta meu amigo. Para sairmos juntos como era antes.
-De tempo ao tempo, mas vá se arrumar agora! Que eu vou ver ele!
Me pareceu que os dois se abraçaram, e ouvi o estralo de um leve selinho, ouvi os passos de Tayler até o quarto, Brena deu um suspiro, e veio caminhando até meu quarto, tentei relaxar o rosto e parecer completamente distraído, para que ela não percebesse que havia ouvido a conversa dos dois.
-Dudu, posso entrar? – perguntou ela abrindo a porta que estava entreaberta.
-Pode sim Bebe! 
Ela entrou no quarto, e se sentou do meu  lado:
-De cueca e camiseta de novo? Nem me lembro a ultima vez que lhe vi de calças! –brincou ela tentando deixar o clima mais agradável.
-Tay me disse para colocar uma roupa, mas fui meio desobediente e só coloquei uma camiseta! – disse deixando escapar um sorriso.
-Eu e Tay, vamos sair, vem com agente?
-Não quero.
-Porque não Dudu, você tem que sair um pouco de casa sabia?
-Ainda não me sinto a vontade!
-Eu te compreendo, mas ainda acho que deveria sair de casa um pouco, mas não quero força-lo a nada.
-Obrigado, por me entender.
Ela piscou pra mim e sorriu como agradecimento.
-Quer algo? – perguntou ela.
-Se puderem pode trazer folhas para mim? As minhas estão quase acabando.
-Pode deixar eu trago, junto com um café. –sorri pra ela.
-Estou pronto! – disse Tayler se encostando na porta e com uma expressão fria, eu sabia que ele não estava muito bem e pude perceber também que o motivo era eu.
-Se cuida, daqui a pouco estamos de volta! –disse Brena, me dando um beijo na testa.
-Dudu, se cuida e qualquer coisa me liga! – disse Tayler, com a expressão triste e cansada.
-Bom divertimento para vocês! – disse.
Era estranho ver os meus amigos que também  são amigos um do outro, namorando. E os dois cuidam de mim como se eu fosse um filho.
Depois de um tempo que eles  saíram, peguei meus estojos e folhas e comecei a desenhar e pela primeira vez fiz desenhos sobre aquela noite. Fiquei desenhando até eles voltarem.
...


Capitulo 2 – Luz do dia.
“Era estranho, fazia tempo que não sentia ...”
...

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