segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cap.1 - Diário de Loren



Capitulo 1 Diario de Loren

Eu estava sentado no corredor da escola, encostado na parede, com um caderno nas mãos que era o diário de uma garota chamada Loren, sabia que ler as coisas dos outros era errado mas aquilo avia me atormentado por semanas, então me senti no direito de abri-lo.
Nas primeiras páginas só avia brincadeiras idiotas, com perguntas bobas que qualquer adolescentezinha fazia, mas ao virar a primeira página que continha um conteúdo útil, percebi que havia algo de diferente naquele diário.
Não era escrito realmente, era revelado a cada página virada, surgiam marcas de tintas bem grossas e espessas, depois elas se espalhavam se amenizando e aos poucos deixavam suas marcas no papel formando lindas letras e palavras inteligentes e chamativas, aquilo com certeza prende a atenção de qualquer um.
Passei o olhar pela primeira página, oque me fez imaginar oque estava escrito ali, mas não consegui pensar nada de tão interessante, curiosso comecei a ler a página delicada e fina do diário:
“Parece que preciso de ajuda, e vim encontra-la, mas para isso necessito de você! E para que tudo ocorra bem algumas coisas devem ser esclarecidas: ...”
Estava escrito essa estranha frase como se fosse um tipo de subtítulo, antes de se chegar a algo de mera importância, pensei se era uma boa continuar , mas não consegui deter a curiosidade e continuei:
“Nascida dia 16 de setembro de 1940; eu, linda de olhos claros, pela clara, quase transparente, e longos e ondulados, quase cacheados, cabelos negros que emolduravam meu rosto, bom assim era minha aparência quando tinha 16 anos, algo bem diferente de quando era mais nova, agora minhas roupas eram bem mais sexys e chamativas, quase extravagante, e com aquele meu corpo esbelto chamava atenção por onde passava.
“Quando era criança, parecia uma mocinha comportada, com vestidinhos impecáveis, arquinhos ou laços enfeitavam o cabelo, luvas nas mãos e sapatinhos nos pés. Mas por dentro não era nada oque demonstrava ser por fora, na aparência uma menina perfeita e comportada, mas na verdade eu era uma criança muito agitada, atrapalhada e brincalhona. Não sabia por que minha mãe insistia em me colocar aquelas roupas, era tão, tão, tão ... humilhante, ao meu ver; mas naquela época não tinha como ser um pouco mais diferenciado com o tanto de regras que seguíamos.
“Minha mãe era uma linda mulher alta, loira, de olhos verdes e pele bem clara, ela sempre usava vestidos um pouco mais curtos, grandiosos saltos, e com certeza joias não poderiam faltar, e no rosto sempre com um batom chamativo.
“Mamãe era a pessoa que eu mais admirava, não sabia os motivos ao certo mais sabia que ela era uma grande mulher, nunca fugia a luta e sempre era contra as coisas erradas,  ela sempre ensinava o que era o certo a ser feito, e me dizia para nunca abaixar a cabeça quando eu tivesse uma opinião a ser mostrada, pois se aceitasse as condições impostas nunca seria livre para ser eu mesma.
“Ela sempre me falava muitas coisas desse tipo, mas nunca conseguia a acompanhar, pois nunca entendia com clarezas oque ela queria dizer, e parecia que ela era obrigada conversar em códigos comigo, era complicado para mim, pois uma criança não tem muito raciocínio lógico e consegue decifrar códigos.
“Papai era completamente oposto de minha mãe, nunca ligava para oque eu dizia, e nunca me dava atenção, bom pelo menos nunca me maltratou como fazia com outras pessoas, e as vezes eu nem entendia o porque ele fazia tão brutalidade com elas, e quando eu perguntava a mamãe  a resposta era sempre a mesma, porque seu pai é um soldado.
“Dias se passaram, messes se passaram, Anos se passaram, e tudo oque eu via a nossa volta era guerra e destruição, naquela época não existia esperança, paz, harmonia e quase ninguém acreditava mais em Deus, por causa de tanta crueldade presente. Cada um agia por conta própria, não se pensava no próximo e até algumas pessoas eram satânicas por causa da raiva que sentiam de Deus por deixar tanta crueldade cair por sobre a terra.
“Em 1945 as mascaras caíram e descobriram a crueldade que o ocorria no nosso pais, mas ainda não era o final, ouve muitas guerras mais mortes vieram, pois pessoas imploravam por paz mas os soldado ainda custavam a oferecer esse feito.
“Em uma noite chuvosa após acordar com o barulho assustador de um trovão, corri a procura da minha mãe, ouvi gritos vindo lá de baixo, desci as escadas assustada, carregando um urso que apertava com força por causa do medo.
“Ao descer as escadas vejo pela porta entre aberta papai e mamãe brigando, uma discussão que parecia nunca ter fim:
-Você é um louco, um doente, um belo de um psicopata! – gritou mamãe.
-Cala a boca, e me respeite mulher! – disse papai agressivamente.
-Você é nojento, tenho nojo de você, NOJO!
-Você não vai calar a boca? – perguntou ele sarcasticamente.
-Nunca!!! – gritou mamãe o mais alto que pode.
-Então irei fazer você calar!
“Ele deu um tapa na mamãe, tão forte, mas tão forte, que a fez bater na parede e cair ao chão, seu nariz sangrava, ela chorava de desespero e de dor, dor por não poder ser mais forte e dor física. Mas papai não estava satisfeito, subiu em cima dela e começou a estapeá-la:
-Me respeite, e nunca mais se oponha a minha palavra! – despois de bater nela, a pegou pelos cabelos, e começou a lhe dar ordens. – Agora se levante vadia!
“Ela se levantou por causa dos puxões de cabelos, mas mesmo assim resistia a ele, se debatia e tentava se soltar de seus apertões, ela pisou no pé dele, só assim conseguiu se soltar:
-Parece que não está satisfeita não é sua vadia? Vem cá, que eu vou lhe dar oque quer.
“Ele a pegou e começou a rasgar o seu vestido, com força a botou na mesa, abaixou suas calças e abriu com força as pernas de mamãe, e começou a fazer algo que não entendia naquela idade, mas mamãe não se sentia nada confortável, pois gritava de dor, lagrimas escorriam de seus olhos.
“Mesmo horrorizada e apavorada, por presenciar aquilo, continuei imóvel só a observar.
“Depois de um tempo, aquilo que papai fazia, começou a machucar seriamente ela, pois começou a sair muito sangue que se derramava pelo chão, e como se já não bastasse, ele ainda a agredia com violentos tapas e murros.
“Horas se passaram, e papai continuava a agredi-la, as vezes parava para descansar um pouco, sentava na poltrona com suas partes intimas a mostra, mas logo se massageava e voltava a fazer oque estava fazendo.
“Quando ele se cansou, deixou mamãe de pé e lhe deu um tapa na cara, ela mal se aguentava em pé, e estava toda ensanguentada, e nas suas pernas escoria gotas de sangue.
-Você é nojento de mais, tomara que vá para o inferno! – falou mamãe com firmeza, e senti orgulho dela, por não ter dessistido.
-Ainda não aprendeu a ficar calada? Então vou te calar para sempre!
“Ele caminhou até as suas calças, e tirou um revolver de seu sinto, e mirou para a cabeça dela, puxou o gatilho:
-Parece que você irá primeiro para lá!
-Não! Loren! – disse ela ao me ver na porta e ter presenciado tudo.
“Papai soltou a gatilho, e a bala a acertou, fazendo seu corpo encontrar o chão. Ele se virou e olho para mim:
-Saia da minha frente antes que lhe mate também! – e então se retirou da sala.
-Mamãe!!! – berrei por fim, e fui em sua direção.
...”
O sinal tocou me fazendo, acordar do transe eu avia me metido, ao me entrosar com a história, os alunos da tarde começaram a entrar na escola, fechei o caderno e o coloquei no chão, peguei minha mochila e sai, e quando olhei para trás o diário havia sumido.
...

...
Capitulo 2 – Próximas Folhas     

~.~

3 comentários :

Caio Bigliazzi disse...

Bom gente eu peço desculpas por ter sido tão detalhista, é q me empolguei! Da próxima vez dou uma maneirada!

Cadu C disse...

Nossa ! O_O

Caio Bigliazzi disse...

É, eu me empolguei! O_O tbm me assustei quando escrevi!